O sorriso é uma das ferramentas mais poderosas que temos a nossa disposição: é o nosso cartão de visitas e completa a nossa identidade, criando caminhos e abrindo portas.
Com o passar do tempo, mesmo aqueles com hábitos saudáveis de higiene bucal podem sofrer desgastes no esmalte e modificações na coloração dos dentes, podendo se tornar amarelados, acinzentados ou escurecidos.
As principais causas dessas alterações são o consumo contínuo de alimentos e bebidas fortemente pigmentadas – como café, vinho tinto, suco de uva, açaí e até beterraba –, o consumo regular de cigarro e outras substâncias de fumo e a presença de placas bacterianas cromogênicas. Esse processo ocasiona, muito frequentemente, em efeitos negativos na qualidade de vida e saúde psicológica e emocional dos pacientes.
O tratamento consiste na microlimpeza externa individual dos dentes através da utilização de substâncias químicas ricas em radicais livres (que são átomos ou moléculas de alto poder reativo), agindo na despigmentação da cor pela oxidação de proteínas e aminoácidos. Em casos endodônticos, quando a parte interna do dente é afetada – que, em geral, ocorre devido a um tratamento de canal realizado anteriormente pelo paciente –, é necessário que esse processo ocorra de forma endógena, clareando a sua estrutura mineral através de inserção de agentes clareadores no interior dos corpos afetados.
Ainda existe a possibilidade de o processo indicado pelo médico ser o caseiro, em que o paciente utiliza-se de moldeiras personalizadas e géis clareadores de menor concentração, em casa, segundo a orientação profissional, e o tratamento é monitorado semanalmente para o acompanhamento da sua evolução. Os resultados do tratamento caseiro costumam aparecer em três a quatro semanas e são amplamente procurados pela praticidade do manejo doméstico.
O clareamento dentário surge como forma de manutenção do sorriso, a fim de preservá-lo e mantê-lo como um aliado da autoimagem. No entanto, é importante ressaltar que mesmo o procedimento caseiro deve ser recomendado e acompanhado por um profissional dentista, que poderá avaliar qual o melhor método a ser executado, a intensidade e concentração de ativos e frequência entre as sessões, além de orientar as mudanças de hábito – especialmente na alimentação – que acompanharão o processo de clareamento. Além disso, o tratamento é contraindicado para indivíduos com restaurações em resina (pois os ativos não agem sobre elas, não alcançando o resultado esperado), em pacientes em tratamento sistêmicos ou debilitantes – como periodontite e gengivite –, menores de 18 anos de idade e para mulheres grávidas.
Após ser finalizado, é importante que sejam mantidos os hábitos adquiridos durante o tratamento para maior durabilidade da intervenção e o contínuo acompanhamento para a manutenção da saúde e estética bucais.
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